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Delegação angolana participa nas celebrações do African Landing e visita exposição em Fort Monroe

25 de agosto de 2026

Sua Excelência Agostinho Van-Dúnem, Embaixador de Angola nos Estados Unidos, participou, a 22 de Agosto, nas celebrações do African Landing, em Fort Monroe, que assinalam a chegada dos primeiros africanos à Virgínia, em 1619.

A delegação angolana integrou igualmente Sua Excelência João Baptista da Costa, Secretário-Geral do Ministério das Relações Exteriores, e Ana Paula do Nascimento, Cônsul-Geral da República de Angola em Houston, entre outros membros, conferindo particular significado à presença de Angola num evento que evoca os profundos laços históricos entre o país, a Virgínia e a comunidade afro-americana. Na sua intervenção, o Embaixador Agostinho Van-Dúnem recordou que muitos dos africanos que chegaram a Point Comfort, em Agosto de 1619, eram provenientes da região da África Central correspondente, em grande medida, ao território de Angola. Sublinhou que recordar esta história significa homenagear homens e mulheres que, apesar de privados da sua liberdade, preservaram a sua humanidade, cultura e identidade, deixando um legado que permanece vivo através das gerações. O Embaixador destacou ainda que, embora as relações diplomáticas entre Angola e os Estados Unidos pertençam à história contemporânea, os vínculos entre os dois povos remontam a mais de quatro séculos, defendendo que essa memória comum deve contribuir para fortalecer as relações de Angola com Hampton, Fort Monroe, o Project 1619 e as comunidades afro-americanas, através da cultura, educação, investigação histórica e intercâmbio entre as novas gerações. “Não podemos mudar o que aconteceu em 1619. Podemos, contudo, decidir o que fazemos hoje com essa memória”, afirmou o Embaixador, defendendo a valorização de Point Comfort como espaço de memória, dignidade, liberdade e conhecimento. No quadro da visita a Fort Monroe, a delegação conheceu igualmente a exposição temporária promovida pela Embaixada de Angola no Centro de Visitantes, dedicada a duas dimensões da história e identidade do país: a evolução das relações entre Angola e os Estados Unidos e a riqueza histórica e cultural dos povos Ovimbundu. A exposição permite, assim, apresentar Angola para além da memória de 1619, dando a conhecer a diversidade cultural do país e, simultaneamente, a evolução de uma relação com os Estados Unidos que hoje abrange o diálogo político, comércio e investimento, educação, cultura e cooperação institucional.
Delegação angolana participa nas celebrações do African Landing e visita exposição em Fort Monroe — Embaixada de Angola